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Falta de desejo sexual domina queixas de mulheres

Postado por gb sábado, 17 de julho de 2010 0 comentários

 http://www.diariodasaude.com.br/news/imgs/falta-desejo.jpg

Climatério
No Ambulatório de Sexualidade do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), cerca de 70% das mulheres encaminhadas ao setor apresentam falta de desejo sexual.
O restante das pacientes com problemas de disfunção sexual que vão ao ambulatório apresenta vaginismo (contração dos músculos vaginais que muitas vezes impede a penetração) e dor durante a relação sexual.
De acordo com a coordenadora do ambulatório, a médica ginecologista Elsa Gay, a grande maioria dessas pacientes está no climatério, fase de transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo da mulher.
Entretanto, a médica aponta a presença de mulheres jovens que também apresentam problemas ligados às disfunções sexuais.

Problemas psicológicos
Elsa conta que em 90% dos casos o problema é psicológico e não orgânico. "Drogas como antidepressivos podem até inibir o desejo sexual", informa a especialista, acrescentando que não existe nenhuma medicação para aumentar a libido feminina que tenha sua eficácia comprovada cientificamente.
"Quando o sexo deixa de proporcionar prazer, é sinal de que algo está errado", observa a ginecologista, lembrando que muitas vezes a mulher moderna deixa as preocupações diárias interferirem no relacionamento afetivo.
"A correria, o estresse do trabalho e a preocupação com os filhos e com a casa são grandes vilões da sexualidade. Quando há crises no relacionamento, a mulher se fecha para a vida sexual", aponta.

Terapia focada na sexualidade
O tratamento é realizado por meio de terapia focada na sexualidade. Um grupo de 10 a 15 mulheres frequenta os encontros semanais, que duram entre uma hora e uma hora e meia, durante dois meses. A cada 8 semanas, um novo grupo de mulheres é formado.
A médica conta que muitas delas desconhecem o próprio corpo: não sabem, por exemplo, da importância do clitóris para a obtenção do prazer sexual. "Se a mulher se conhecer, saber como funciona, ela pode pedir ao parceiro para estimulá-la", comenta. "Existem também algumas mulheres que sentem prazer com a estimulação do clitóris, mas sentem vergonha por isso", completa.

Conhecer o próprio corpo
Para Elza, é fundamental que a mulher conheça o próprio corpo e, inclusive, se olhe no espelho. A médica explica que uma das atividades da terapia é a mulher se olhar no espelho e ver quais são os seus pontos positivos, para que valorize esses pontos, aumentando assim a auto-estima.
"Outro 'exercício' está ligado a prática de uma massagem, uma estimulação manual: "A mulher pensa que o homem só se interessa pela penetração, mas isso não é verdade. Ele também gosta de fazer coisas diferentes durante o sexo", finaliza.
O ambulatório existe há 5 anos. A equipe é formada por 3 médicos ginecologistas, além de um fisioterapeuta. O encaminhamento das pacientes é feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), via Postos de Saúde e do próprio HC. Os dados apresentados fazem parte da pesquisa do médico ginecologista Theo Lerner.

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http://www.diariodasaude.com.br/news/imgs/suporte-repelente-1.jpg 
 

A invasão dos mosquitos
Vivemos em um planeta com cerca de 2.500 espécies diferentes de mosquitos. Os Anopheles são os transmissores de malária e os Aedes da febre amarela e da dengue.
Cerca de 2 bilhões de pessoas, correspondente a 30% da população mundial, correm riscos de contrair alguma doença transmitida por mosquitos, principalmente os que moram em zonas tropicais.

Problemas das técnicas de combate aos mosquitos
A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. No Brasil, mais de 200 mil pessoas por ano sofrem algum problema de saúde causada pelo mosquito Aedes. A malária, por sua vez, mesmo menos popular que a dengue, é a causa da morte de 1 a 2,5 milhões de pessoas por ano.
O carro-fumacê ou nebulização são medidas executadas para o controle da epidemia, no entanto, utilizam agentes que com exposição continuada podem ser tóxicos, causando problemas alérgicos e neurológicos.
Repelentes são boa estratégia para o controle de epidemia, porém os repelentes conhecidos e adquiridos em supermercados ou farmácias, na forma de cremes ou sprays, podem causar alergias de pele ou toxicidade sistêmica, além de interferência endócrina.

Repelentes naturais de mosquitos
Baseado em fatos como esses, pesquisadores da área de Biomateriais Poliméricos do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), estão desenvolvendo um projeto para a obtenção de dispositivos repelentes naturais de mosquitos.
O projeto, coordenado pela farmacêutica bioquímica Sizue Ota Rogero, objetiva a criação de um dispositivo repelente em forma de pulseira, botão ou outro artefato similar, para liberar lentamente substâncias repelentes de origem vegetal, numa combinação de óleos essenciais com eficácia comprovada.
A pesquisadora conta que já existem produtos similares disponíveis no mercado. "No Brasil já existem pulseiras e adesivos repelentes à base de citronela, um tipo de óleo essencial. Porém estudamos o desenvolvimento de pulseiras repelentes contendo um mistura de óleos essenciais de plantas, com propriedades repelentes, que é 100% natural. Além disso, pretendemos que os dispositivos repelentes apresentem liberação lenta dos óleos essenciais, garantindo um tempo de ação prolongado, que suas propriedades sejam seguras para o uso por crianças e gestantes, sem qualquer prejuízo à saúde e que seja econômico", ressalta a pesquisadora.

Óleos essenciais
No projeto financiado pela FAPESP foi enfatizado o estudo de matrizes poliméricas com o objetivo de desenvolver um dispositivo de liberação lenta de óleos essenciais de origem vegetal, com propriedades repelentes.
Sizue complementa: "O produto, uma vez desenvolvido, deverá ser submetido aos testes de eficácia, de segurança e de tempo de duração do efeito desejado, por laboratórios especializados. A matriz polimérica utilizada será a de silicone, por ser biocompatível, não tóxico e não interferir na eficácia do produto. Após incorporação da mistura de óleos essenciais com propriedade repelente para mosquitos, poderão ser confeccionados cordões para uso como pulseiras, além de diferentes formatos para uso como broches ou pingentes".
Esses produtos também poderão ser utilizados em animais de estimação, com a incorporação de óleo essencial com propriedade repelente de pulgas e carrapatos ou simplesmente como adereços perfumados.

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Cientistas isolam ingrediente antibacteriano do mel

Postado por gb sexta-feira, 16 de julho de 2010 0 comentários

http://www.diariodasaude.com.br/news/imgs/frascos-de-mel.jpg  


Mel contra bactérias
Uma pesquisa publicada na edição de julho do jornal médico FASEB explica pela primeira vez como o mel mata bactérias.
A pesquisa mostra que as abelhas produzem uma proteína que adicionam ao mel, chamada defensina-1, que possui potentes propriedades antibacterianas e que poderá ser usada contra bactérias resistentes aos antibióticos.
Isolada, ou mesmo sintetizada artificialmente, a defensina-1 poderá no futuro ser usada para tratar queimaduras e infecções da pele e para desenvolver novos medicamentos, capazes de combater infecções resistentes aos antibióticos.

Mel na medicina
"Nós elucidamos completamente a base molecular da atividade antibacteriana de um tipo de mel, o que contribui para a aplicabilidade do mel na medicina," disse Sebastian Zaat, do Centro Médico Acadêmico em Amsterdã, na Holanda. "O mel, ou componentes isolados derivados do mel, poderão ser de grande valia para a prevenção e o tratamento de infecções causadas por bactérias resistentes aos antibióticos."
Zaat e colegas investigaram a atividade antibacteriana de um mel já usado medicinalmente, colocando-o em tubos de ensaio contendo um grupo de bactérias causadoras de doenças e resistentes aos antibióticos comuns.
Eles desenvolveram um método para neutralizar seletivamente os fatores antibacterianos já conhecidos do mel e determinar suas contribuições individuais.

Defensina-1
Em última análise, os pesquisadores isolaram a proteína defensina-1, que faz parte do sistema imunológico das abelhas e é adicionada por elas ao mel.
Após as análises, os cientistas concluíram que a grande maioria das propriedades antibacterianas do mel vem da defensina-1.
Esta informação também lança luzes sobre o funcionamento interno do sistema imunológico das abelhas, o que poderá ajudar os criadores a criar abelhas mais saudáveis.
"Nós sabemos há milênios que o mel pode ser bom contra as doenças, mas não sabíamos como ele funcionava," disse Gerald Weissmann, editor-chefe do jornal FASEB. "Agora que extraímos um poderoso ingrediente antibacteriano do mel, nós podemos torná-lo ainda mais eficaz e combater as infecções bacterianas."

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http://www.diariodasaude.com.br/news/imgs/tratamento-de-canal.jpg 


 Tratamento de canal
Cientistas anunciaram um avanço significativo rumo a uma verdadeira revolução nos tratamentos dentários.
Eles estão desenvolvendo técnicas para que o tratamento de canal traga os dentes de volta à vida, ao invés de deixar um dente morto, ou "não-vital", na boca dos pacientes.
Nadia Benkirane-Jessel e seus colegas do Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França criaram o primeiro filme dental que se aproxima desse objetivo - filme é uma película extremamente fina, contendo poucos átomos de espessura.

Endodontia regenerativa
Os atuais procedimentos de tratamento de canal ajudam a evitar a perda de dentes em milhões de pessoas todos os anos.
Durante o procedimento, o dentista remove a polpa inflamada e dolorida, o tecido mole dentro do dente doente que contém os nervos e os vasos sanguíneos.
Já a chamada endodontia regenerativa busca o desenvolvimento e a implantação de tecidos que substituam a polpa dentária danificada ou doente, com potencial para oferecer uma alternativa revolucionária à simples remoção da polpa.
Os cientistas estão relatando o desenvolvimento de um filme multicamada feito em escala nanométrica - apenas 1/50.000 da espessura de um fio de cabelo humano - contendo uma substância que é capaz de ajudar a regenerar a polpa dentária.

Estimulante hormonal alfa-melanócito
Estudos anteriores mostraram que a substância, chamada estimulante hormonal alfa-melanócito, ou alfa-MSH, possui propriedades anti-inflamatórias.
Os cientistas demonstraram em testes de laboratório que o alfa-MSH, combinado com um polímero, produz um material que combate a inflamação nos fibroblastos da polpa dental. Os fibroblastos são o principal tipo de célula encontrada na polpa dental.
Os nanofilmes contendo alfa-MSH também levaram ao aumento do número dessas células. Isso poderá ajudar a revitalizar os dentes danificados e reduzir a necessidade de um tratamento de canal tradicional invasivo, sugerem os cientistas.

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Acariciar um cão pode elevar os níveis de anticorpos que evitam a proliferação de vírus e bactérias

http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/img/cachorro_gde.jpg

A convivência com animais de estimação pode contribuir não só para o bem-estar psicológico, mas também para a prevenção e tratamento de várias patologias. A conclusão tem como base a revisão de estudos nacionais e internacionais sobre o tema, realizado por pesquisadores do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP), liderado pelo professor César Ades. Os cientistas destacam, por exemplo, a melhora da imunidade de crianças e adultos, a redução dos níveis de estresse e da incidência de doenças comuns, como dor de cabeça ou resfriado. O objetivo do mapeamento, encomendado pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), integrante do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), era enfatizar informações relevantes e pouco conhecidas sobre os benefícios sociais, psicológicos e físicos na relação entre o homem e o animal.

De acordo com o levantamento, as vantagens independem da idade. Os pesquisadores da USP citam, por exemplo, um trabalho que identificou vários benefícios aos bebês que convivem com cães. Certas proteínas que desempenham um importante papel na regulação do sistema imunológico e das alergias aumentam significativamente em crianças de um ano quando expostas precocemente à presença de um cão. Segundo a pesquisadora Carine Savalli Redígolo, este trabalho mostra que o convívio possibilita aos bebês ficar menos suscetíveis às alergias e dermatites tópicas. “Também foi observada a redução de rinites alérgicas por volta dos 4 anos e dos 6 aos 7, devido à redução da imunoglubina E, um anticorpo que quando em altas concentrações sugere um processo alérgico”, afirma. De acordo com a pesquisa ainda há resistência de pessoas com filhos pequenos adquirirem um animal de estimação: 44% das residências que têm pelo menos um pet são de casais com filhos jovens ou adolescentes; este número cai para 16% quando se trata de famílias com crianças até 9 anos. Um gesto simples pode trazer importantes efeitos ao sistema imunológico de pessoas de qualquer idade. “Acariciar um cão pode elevar os níveis de imunoglobulina A, um anticorpo presente nas mucosas que evita a proliferação viral ou bacteriana, sendo importante na prevenção de várias patologias. Este resultado se deve, possivelmente, ao relaxamento que o contato com o animal proporciona”, explica Carine.

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Efeito borboleta é detectado no cérebro

Postado por gb quarta-feira, 14 de julho de 2010 0 comentários

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Cérebro não-confiável
Da próxima vez que sua memória lhe pregar uma peça, você já tem uma desculpa: de acordo com uma pesquisa feita por cientistas britânicos, e publicada no último exemplar da revista Nature, o cérebro é intrinsecamente não-confiável.
Isto pode não ser muito surpreendente para a maioria de nós, sempre às voltas com esquecimentos e erros de raciocínio, mas o fato tem confundido os neurocientistas há décadas.
O problema parece começar no fato de que os cientistas comparam o cérebro com um computador.
E, assim sendo, o cérebro seria também o dispositivo de computação mais poderoso que se conhece, como poderia ele funcionar tão bem se o comportamento dos seus circuitos é variável?

Efeito borboleta no cérebro
Uma hipótese levantada há muito tempo é que os circuitos do cérebro são de fato confiáveis, e a variabilidade aparentemente alta se deve a que o cérebro está envolvido em muitas tarefas simultaneamente, uma afetando as outras.
É esta hipótese que os cientistas da Universidade College London agora testaram diretamente.
A equipe se inspirou no chamado efeito borboleta - que estabelece que o bater das asas de uma borboleta no Brasil pode gerar um tornado no Texas, devido a uma longa cadeia de causalidades que se espalha sem controle a partir de um evento inicial.

Efeito multiplicador
O experimento consistiu em introduzir uma pequena perturbação no cérebro, o equivalente neural do bater de asas de uma borboleta, e acompanhar o que aconteceria com a atividade nos demais circuitos cerebrais.
Os resultados mostraram que o pequeno evento inicial gera um gigantesco efeito multiplicador.
A perturbação inicial consistiu de um único impulso nervoso - um disparo de neurônio - induzido no cérebro de um rato.
Esse único disparo extra causou cerca de trinta novas sinapses nos neurônios próximos, a maioria dos quais geraram outros trinta disparos extras, e assim por diante.
Isso pode não parecer muito, dado que o cérebro produz milhões de sinapses a cada segundo, mas os pesquisadores estimaram que o impulso extra induzido artificialmente afetou uma quantidade de neurônios no cérebro que também atinge a casa dos milhões.

Ruído no cérebro
"Este resultado indica que a variabilidade que vemos no cérebro pode ser na realidade devido ao ruído, e representa uma característica fundamental da função cerebral normal," afirma o Dr. Mickey Londres, coautor do artigo.
Esta rápida amplificação de disparos neuronais significa que o cérebro gera muito mais ruído do que os computadores.
No entanto, o cérebro pode realizar tarefas muito complexas com enorme velocidade e precisão - com muito mais rapidez e precisão do que o computador mais poderoso já construído, e provavelmente a ser construído em um futuro imaginável.
Os pesquisadores sugerem que, para que o cérebro funcione tão bem frente a níveis tão elevados de ruído, ele deve estar usando uma estratégia chamada de código de frequência (rate code).
Em um código de frequência, os neurônios consideram a atividade de um conjunto de muitos neurônios, ignorando a variabilidade individual, ou ruído, produzido por cada um deles.

Fiação cerebral
Se a hipótese estiver correta - e o cérebro produzir mesmo muito ruído - restaria saber o porquê.
Os pesquisadores sugerem que uma possibilidade é que este seja o preço que o cérebro paga pela alta conectividade entre os neurônios - cada neurônio conecta-se a cerca de 10 mil outros, resultando em mais de 8.000 mil quilômetros de "fiação" no cérebro humano.
Os cientistas consideram que a alta conectividade é pelo menos em parte responsável pela capacidade computacional do cérebro.
No entanto, como mostra a pesquisa, quanto maior a conectividade, mais ruidoso será o cérebro. Portanto, embora o ruído não seja um recurso útil, ele seria, pelo menos, um subproduto de um recurso útil.

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Respiração contra asma
Exercícios respiratórios são eficazes e podem atuar como aliados ao tratamento medicamentoso da asma na população idosa.
De acordo com uma pesquisa da Faculdade de Medicina da USP, idosos asmáticos que se submeteram a um programa regular de exercícios respiratórios - em geral deixados em segundo plano - apresentaram melhora no quadro clínico e na qualidade de vida.
O estudo de Ludmila Tais Yazbek Gomieiro focou em um programa de exercícios que consiste basicamente em praticar a respiração diafragmática, com ênfase na parte baixa do diafragma, para que a respiração se dê de maneira mais correta:
"No dia-a-dia não enchemos nem esvaziamos o pulmão o quanto deveríamos", afirma Ludmila. O programa de exercícios foi aplicado duas vezes por semana, em sessões de uma hora, durante quatro meses.

Asma na velhice
Os principais sintomas da asma - tosse, falta de ar e "aperto" no peito - se manifestam em crises desencadeadas, normalmente, por estímulos físicos, emocionais ou ambientais, como fumaça ou poeira.
A limitação física dos idosos, consequência natural da maior idade, facilita o desencadeamento desses sintomas, principalmente quando uma atividade física, ainda que diária, é realizada.
Além disso, o envelhecimento torna a parede torácica mais rígida e enfraquece os músculos respiratórios, entre eles o diafragma, o que reduz a capacidade de respirar. Assim, em função do medo da crise, a autoconfiança dos idosos diminui e isso tem influência negativa em sua vida social.
"Eles ficam com medo de sair de casa, de passear com os netos, de viajar, pois acham que terão falta de ar ou uma crise e não terão como serem socorridos, pois estarão em ambientes desconhecidos", explica a pesquisadora.

Bronco-dilatador
De acordo com o estudo, houve um aumento das pressões inspiratórias e expiratórias em decorrência do fortalecimento da musculatura, ou seja, o pulmão passou a esvaziar e a encher melhor. Isso diminuiu as limitações físicas dos pacientes.
"Subir ladeiras e escadas, entrar no ônibus ou realizar atividades diárias tornou-se mais fácil", descreve Ludmila.
A necessidade do bronco-dilatador, conhecido por "bombinha", também diminuiu, bem como a quantidade de falta de ar durante a noite. Em conjunto, esses resultados aumentaram a qualidade de vida dos idosos, que passaram a se sentir mais confiantes.

Exercícios respiratórios
No Brasil, o aumento da população com mais de 60 anos e a ausência de estudos sobre exercícios respiratórios como tratamento da asma para pessoas com essa faixa etária foram fatores que levaram Ludmila a pesquisar o tema. Entretanto, sua maior motivação foram as aulas de atividades físicas para asmáticos das quais participava. "Alguns alunos chegavam em crise leve e nós conseguíamos reverter o quadro só com os exercícios respiratórios."
A maioria dos tratamentos deixa de lado os exercícios ou, quando os utilizam, fazem uso de aparelhos e válvulas inspiratórias, o que os torna menos acessíveis. O programa de exercícios desenvolvido por Ludmila não necessita de aparelhos e o paciente pode praticá-lo sem sair de casa. "Se a pessoa tiver disciplina e conseguir decorar o básico, é possível fazer sozinha." Além disso, se praticados regularmente, podem ser coadjuvantes no tratamento da doença.

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